A "Pedra do Frade e da Freira" é uma
belíssima formação
rochosa localizada entre
os municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Rio Novo do Sul, região sul do
estado do Espírito Santo.
Sobre esta formação rochosa conta-se uma lenda bastante curiosa, passada de geração para geração, sobre um frade que se apaixonou por uma freira que com ele trabalhava na cristianização dos povos nativos da região, e que devido às circunstâncias, acabou sendo correspondido.
Diante do fato e do sofrimento de ambos, divididos entre o celibato e o amor, Deus decidiu eternizar esse sentimento transformando-os em pedra.
Quando o Brasil engatinhava na sua trajetória, chegaram aqui os semeadores da fé, pois a história nos conta que há mais de 400 anos os frades andavam pela região sul do estado em busca de ouro e de almas, o que acabou dando credibilidade à lenda.
Sobre esta formação rochosa conta-se uma lenda bastante curiosa, passada de geração para geração, sobre um frade que se apaixonou por uma freira que com ele trabalhava na cristianização dos povos nativos da região, e que devido às circunstâncias, acabou sendo correspondido.
Diante do fato e do sofrimento de ambos, divididos entre o celibato e o amor, Deus decidiu eternizar esse sentimento transformando-os em pedra.
Quando o Brasil engatinhava na sua trajetória, chegaram aqui os semeadores da fé, pois a história nos conta que há mais de 400 anos os frades andavam pela região sul do estado em busca de ouro e de almas, o que acabou dando credibilidade à lenda.
Com o passar dos
anos, esse amor foi registrada nos versos do poeta Benjamim Silva (1886 -
1954) com o soneto "O Frade e a Freira":
Na atitude piedosa de quem reza,
e como que num hábito embuçado,
pôs, naquele recanto, a natureza
a figura de um frade recurvado.
E sob um negro manto de tristeza
vê-se uma freira, tímida ao seu lado,
que vive ali rezando, com certeza,
uma oração de amor e de pecado.
Diz a lenda - uma lenda que espalharam -
e como que num hábito embuçado,
pôs, naquele recanto, a natureza
a figura de um frade recurvado.
E sob um negro manto de tristeza
vê-se uma freira, tímida ao seu lado,
que vive ali rezando, com certeza,
uma oração de amor e de pecado.
Diz a lenda - uma lenda que espalharam -
que aqui, dentre os antigos habitantes,
houve um frade e uma freira que se amara
houve um frade e uma freira que se amara
Mas que Deus perdoou lá do infinito,
E eternizou o amor dos dois amantes
Nessas duas montanhas de granito.
E eternizou o amor dos dois amantes
Nessas duas montanhas de granito.
Às margens do Itapemirim, sobre os fundamentos de granito, ergueu-se o casal, confabulando juras de amor, ouvido pelas tempestades e compreendido pelos passarinhos. Deus não os separou, nem os uniu, mas os deixaram devidamente próximos em atitude de reza, frente a frente.
E assim permanecerão para sempre.
